E mais uma vez as lembranças continuarão sendo apenas lembranças. Conservá-las e recorrer a elas como a uma feliz pintura de uma época farta é o mais sensato. Talvez seja mais justo assim. É como um amor platônico... você o cultiva: imagina, sonha, suspira, pragueja, ama, odeia, segue, ama novamente, observa, admira... tudo aquilo vive em você, ferve em você e você quer ver, deseja poder tocar e sentir o cheiro, sente vergonha por desejar, e ama, ama. E isso é lindo, essa é a graça da coisa. Se um dia aquilo se realiza e torna-se tangível, provavelmente perderá o brilho, aquela explosão de sentimentos não mais acontecerá. Nada é perfeito.
Parei para pensar no que realmente é melhor pra mim... toda dor deve ter limites; embora algumas sejam necessárias e em alguns momentos até prazerosas, chega. Não dá mais pra ficar montando histórias e idealizando situações que nunca irão se concretizar, pelo menos não de maneira completa. Achei que fosse válido arriscar e jogar, mas não é. Não agora. Talvez em outro lugar, em outra época e visando outros desfechos eu volte a apostar, mas este não é o momento de ser sentimental ou egoísta. Eu não quero enganar, não quero brincar, isso cansa...
Um obstáculo que é encarado como falta de sorte pode ser na verdade uma boa chance de reavaliar os seus atos. Um ônibus perdido, um desencontro, um sinal de ocupado ao telefonar, e infinitos outros pequenos transtornos podem ser apenas alguém querendo te dar algum tempo. Ou não. Talvez você seja mesmo um puta dum azarado, haha :P. O caso é que hoje eu quero acreditar que estou tendo essa chance e aproveitá-la. Não vou ganhar nem perder desta vez, embora saiba que ainda irei experimentar outras vezes a perda e da vitória. Ficarei neutra, e voltarei sim às minhas memórias, não como uma pessoa amargurada que precisa se prender ao passado, mas como alguém que sabe que saudade pode ser também uma dádiva, uma prova de que coisas bonitas foram vividas.
Vou procurar ser a mesma com as pontas dos dedos tocando o chão, levitar demais pode causar graves danos e toda sonhadora tem também que defrontar a realidade às vezes.
Escrito por Roberta às 02h50
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Já me proibi diversas vezes de criar esperanças. Isso em vão, pois não é algo que se possa controlar. Na ânsia de acabar com a confusão de sentimentos que é constante em mim, acabei achando que seria possível... mas definitivamente não é. Sempre volto a sonhar e fazer planos, volto a confiar e apostar nas pessoas. Certamente quebrarei a cara ainda muitas vezes e me arrependerei de ter confiado novamente, mas me recuso a fazer diferente... Eu magoei e fui magoada, achei que muitas coisas estavam perdidas. Já tentei esquecer cheiros, sorrisos, arrepios, dias de chuva... mas é como naquela música que canta a Vanessa da Mata: "Peço tanto a Deus para esquecer, mas só de pedir, me lembro...". Não basta querer esquecer, e talvez não se consiga esquecer porque não é pra ser assim... talvez eu precise acreditar novamente, jogar outra vez... Mesmo que surreais e distantes as lembranças ainda estão aqui intactas... pode ter sido sonho, mas porque não sonhar mais um pouco? Tenho mantido os pés no chão há tempo demais, e tudo tem que ser na dose certa. Eu não sou a mesma sem me desligar um pouco da correria, então lá vou eu apostar novamente. Conto depois se ganhei ou perdi.
Escrito por Roberta às 00h37
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Escrevi muitas coisas hoje, mas não ouso publicar tudo... os meus últimos escritos têm sido muito densos, melhor guardá-los. Divulgo apenas esse poema, uma antiga coisa que precisava externar. Obrigada à quem visitar, beijos.
Autarquia
Talvez expressar-me assim seja um erro Mas ainda és em mim tempestade Tudo, tudo aquilo que vivi a esmo Antes me parecia a mais doce verdade
Meu desejo é arrancar-te dos olhos Não ver mais tudo em que vejo você Porém, são distantes os outros caminhos E a tua voz insiste em permanecer...
Às vezes espanto-me ao admitir Que ainda vive este sentimento só meu Entranhado, misturado, Fluindo, enlouquecendo Marcas que eu não soube extinguir
Livrar-me do teu fantasma eu queria, Expulsar de mim tudo que foi teu Um dia hei de construir minha autarquia Confiar no tempo, aliado meu...
Escrito por Roberta às 01h53
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E a vontade de escrever hoje vem em uma hora muito incoveniente. Tô no trabalho e já tá quase na hora de ir embora, então resolvi dar uma pausa, porque tem milhares de pensamentos agitados martelando na minha cabeça e eu não consigo terminar nada direito assim. Como escrever sempre me acalma, aqui estou. Tô inquieta, pois tenho pequenos projetos cozinhando dentro de mim, e não sei se acrescento uma pitada de coragem e deixo em fogo alto, ou se devo levar em banho maria até que eu me sinta mais segura... Sei que às vezes arriscar é preciso, mas é que eu tenho tanto medo... freqüentemente eu sinto como se estivesse apostando minhas fichas em jogos duvidosos e penso em recuar, em desistir... mas e se for ganho certo? E se for mesmo verdade?... Eu só queria não ter tantas dúvidas... eu só queria me entender melhor e saber o que fazer... Sinto também que eu preciso de mais tempo pra mim, tempo pra fazer as coisas que eu gosto e me conhecer melhor, porque talvez assim eu possa resolver o que fazer com meus projetos e aspirações...
Mas, mudando de assunto, dessa vez abandonei geral, né? Nossa, muitos meses que não venho aqui... mas não foi por falta de vontade de escrever, só que como eu já disse em algum post aí atrás, é complicado escrever quase sempre coisas melancólicas... eu prometi pra mim mesma que viria aqui pra dizer algo positivo, ou interessante, ou engraçado... Mas a verdade é que eu não sei fingir, então não consegui escrever nada. Além disso tem o problema do tempo e das obrigações que me consomem... =~ Mas, pulemos o comentário dessa parte, porque eu imagino que vocês saibam como é...
Então, é isso... mais uma atualização sem graça e uma promessa de voltar com um post menos chato. Um beijo pra vocês, e obrigada por ainda lerem isso aqui. =*
Escrito por Roberta às 17h57
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“Lugar Nenhum, 27 de novembro de 2004
Olá...
Eu sei que pode
parecer estranho pra você receber uma carta minha depois de tanto tempo sem
contato; mas é que eu estou sozinha, só me resta você. Estou realmente
precisando desabafar e contar algumas coisas. Primeiro, gostaria de te explicar
o porquê do “lugar nenhum”. Você conhece a minha história e os meus amores, sabe
qual foi o mais importante deles, e é sobre isso que quero te falar. Antes de
conhecê-lo, eu estava perdida, eu vivia a minha vida sem paixão e sem me
importar com o que iria acontecer comigo. Sempre fui sozinha, já havia me
acostumado a não deixar ninguém alcançar meus sentimentos mais profundos. Mas,
ele chegou devagar, me enchendo de carinho e eu acabei deixando ele se aproximar
mais e mais. A partir daí minha vida se iluminou, ficou colorida... o sorriso
dele era meu alimento e tudo o que ele fazia era belo. Nunca alguém havia me
tratado daquele jeito, me sentia protegida, ele me abraçava e eu pensava que no
mundo jamais existiria outro sentimento tão verdadeiro e bonito como aquele. Era
tão perfeito que eu tinha medo... medo de que acabasse e de que eu me
machucasse, ou pior, de que ele
saísse machucado. Bem, o tempo foi passando e ele se tornava cada vez mais
importante pra mim; você sabe, acompanhou parte da história e, naquela época,
você e eu ainda mantínhamos um contato assíduo...
Eu o amava mais do que
a mim mesma, e este foi um dos meus erros. A minha felicidade dependia quase que
exclusivamente dele, mas eu não tinha do que reclamar... ele foi uma das
melhores pessoas que conheci na vida; engraçado, sempre gentil, atencioso,
carinhoso, compreensivo... ele sempre achava as palavras pra me fazer sentir
melhor, ele parecia sempre estar certo e quando eu olhava em seus olhos eu só
conseguia agradecer mentalmente por ter tido tanta sorte e por terem colocado
aquele prêmio em meu caminho. Ficávamos horas nos olhando e trocando carinhos
sem dizer nada... a cumplicidade era tanta que o silêncio nunca incomodava,
éramos muito próximos, quase um só. Palavras se tornavam desnecessárias. Eu
nunca pedi nada disso, mas ganhei... ele caiu do céu e me fez
viver.
Certo dia, estávamos
eu e ele debaixo de uma árvore no parque perto de casa. Ele insistiu que
fôssemos dar um passeio, e eu aceitei. Ele recitou dois poemas que fez pra mim,
e eu nem acreditava na sorte que tinha... Ele falou também de você, perguntou
como estava e se continuava comendo muito doce... disse que sim, que você era
muito teimosa mesmo, e que eu estava tentando te convencer a deixar de ser tão
chata. Conversamos muito, foi ficando tarde, eu disse que já estava na hora de
ir embora e me levantei, mas ele delicadamente me puxou de volta e me roubou um
beijo. Deste em particular me lembro completamente, cada segundo, cada
movimento, o cheiro bom dele e o seu gosto doce... ele me amava. Então nos
levantamos e saímos de mãos dadas. Ainda antes de sair do parque ele parou e me
olhou de um jeito diferente, então eu dei um sorriso e perguntei o que estava
acontecendo. Ele parecia querer me falar alguma coisa, mas não conseguia. Sua
expressão foi ficando séria e então eu entendi.
Você já me viu chorar
alguma vez? Já me viu triste por causa de alguém a ponto de achar que minha vida
não tinha mais valor? Pois eu chorei, e desta vez chorei por todas as outras em
que não consegui derramar nenhuma lágrima. Nunca achei que algo pudesse doer
tanto como isso, nunca... quando ele me contou que iria partir, eu fiquei tão
assustada que não conseguia falar nada. Ele me abraçou e eu me sentia tão mal
que tinha vontade de sumir. Mas quem sumiu não fui eu.
Ele se foi, querida,
me deixou e nunca mais vai voltar, não pra mim, não como antes... È morto, como
diria o nosso nonno. E não pense que foi fácil pra mim dizer esta frase, tive
até que usar outra língua, pra que não soasse tão pesado... acabei voltando para
lugar nenhum e embora não esteja mais perdida, a saudade dói. Eu sei que desta
parte da história você não sabia, e achei que deveria te contar.
Mesmo depois de tanto
tempo, eu tenho certeza que você ainda se preocupa comigo e ainda pensa em mim,
eu sinto isso, e sei que logo vai me responder como se nunca tivéssemos nos
afastado, eu te conheço.
Era isso o que eu
tinha pra te dizer; eu estou melhor, não choro mais, mas a saudade dele é algo
que vai me acompanhar pra vida toda. Todas as noites eu peço para que ele esteja
bem, pra que ele seja feliz onde estiver... Eu tenho consciência de que ele vai
me acompanhar sempre, e de que nunca vou esquecê-lo, porque o amei tanto, mas
tanto, que ele ainda vive aqui, em mim. E em cada próximo beijo
que eu der, eu vou procurar o gosto doce dele, em cada novo abraço vou procurar
a proteção que ele me dava, em cada olhar com que eu me deparar vou procurar
involuntariamente resquícios do amor que ele me devotava. Mas, a vida não acabou
como eu pensei, foi tudo bom, amar é bom.
Aguardo tua resposta,
não me deixe sozinha agora, por favor...
E. A.”
Escrito por Roberta às 18h38
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Então é Natal...
Tudo passa, minha gente, tudo passa...
~ A paciência é uma virtude maravilhosa, e estou tentando aprender a cultivá-la em mim. E tenho uma novidade: estou Feliz; mas é Feliz com F maiúsculo mesmo. Não, não há um motivo especial pra essa novidade, é só que eu percebi que a vida é uma dádiva de valor inestimável, e decidi tentar não desperdiçá-la guardando rancor ou remoendo más lembranças. Apendi boas coisas hoje, e posso afirmar que este Natal (que chegou muito rapidinho diga-se de passagem) está sendo um dos melhores que já vivi até hoje. Toda tristeza é passageira, e serve como um período de aprendizagem. Ninguém vive só de alegrias e eu, se não me engano, já disse aqui em algum lugar que a tristeza tem um papel muito importante no que diz respeito à valorização da felicidade. O que seria da felicidade se não tivéssemos os períodos de melancolia para comparar com os de alegria? O que eu sei é que tristeza nunca é pra sempre, e que eu não tenho motivos pra reclamar. A vida é boa, e temos que aproveitá-la da melhor maneira possível, com humildade, coragem, dedicação e paciência, porque assim chega-se longe. Tive que passar aqui hoje, pra dizer que estou muito bem, e pra desejar um Feliz Natal e um maravilhoso novo ano cheio de boas novidades pra todos vocês, meus amigos... Curtam bastante e se divirtam muito, pois a vida não dura muito não... =} Fiquem muito bem, e lembrem-se: Não se abalem por pequenas coisas, há muito mais beleza do que desgraça no mundo, e se nós acreditarmos nas coisas boas e não ficarmos concentrados nos nossos próprios umbigos, veremos que podemos fazer muito pra construir dias melhores. ^^ Um beijo na testa de todos vocês :* ~
Escrito por Roberta às 02h03
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Não tive mais bons sonhos... Estou triste, e ainda não sei se é uma boa idéia publicar mais este desabafo... Porém, tem muito tempo que não escrevo nada e talvez eu me sinta melhor depois que acabar. Hoje foi um dia difícil... eu estou calma, mas estou cansada. Cansada de não ser feliz, cansada de ser ignorada, cansada de ser tratada como idiota. Para mim, todos são confiáveis, até que me provem o contrário. Sou uma pessoa fiel e sincera demais, e talvez esse seja o problema. Mas, mesmo sofrendo e sendo feita de idiota eu me recuso a mentir. Não tenho culpa de ter nascido nesse mundo sujo e ridículo onde ninguém pode mais se entregar e confiar. Não vou usar poesia hoje, porque não achei coisas bonitas em mim... Eu sei que não sou perfeita, mas sei também que não mereço ser enganada... e não é justo que eu me sinta insignificante por quem não merece. Eu estou triste, desmotivada e desanimada, e vou ficar assim por algum tempo. Mas não por muito tempo, eu sei que eu não mereço. =( Vou lutar contra todos os sentimentos que me fazem mal. Vou tentar ser mais fria e cuidar mais de mim. Vou me acostumar a ficar sozinha, acho que é melhor assim.
Escrito por Roberta às 19h57
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- Dê-me um brigadeiro?
- E onde eu vou achar um brigadeiro, princesa?
- Não sei, idiota. Olhe à sua volta. - disse a menina enquanto a areia descia do teto e caía lentamente formando montinhos no chão.
- Se você conseguir ver alguma geladeira por aí, me avise.
- Por que você sempre fica tão sozinha?
- Ah, princesa... é difícil explicar. Eles mentem tanto, não têm medo de magoar... eu estou cansada.
Ela não disse mais nada... apenas deixou uma lágrima cair ao encontrar os olhos compreensivos da menina e elas se abraçaram enquanto os raios do sol poente entravam pela janela de areia. Então a garotinha apontou algo. Através da janela ela olhou, e bem distante, perto do sol, estava uma geladeira.
Às vezes dá vontade de tornar públicas algumas das loucuras que eu tenho aqui. Eu sei que seria mais legal discutir assuntos atuais, demonstrar minhas opiniões ou contar algo interessante que me aconteceu durante esse último mês, mas... nada de tão importante aconteceu. =P Minha vida continua monótona, continuo estudando bastante (daqui a pouquinho volto a ler os 547 textos da prova de segunda) e eu continuo uma bobona. Mas, vou reclamar pra que? Ainda tenho os sonhos...
Bom fim de semana pra todos... ^^
Escrito por Roberta às 20h24
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Às vezes agente acha que já superou certas coisas, que já passaram medos e vontades, mas na verdade eles apenas cristalizaram e ficaram escondidos por um tempo, para então voltar à tona. De certa forma é até engraçado perceber isso agora... Eu realmente achei que estava começando a controlar meus vôos, que estava mantendo um pouco os pés no chão, mas quando menos espero me pego levitando novamente. É tão trabalhoso ser mais racional... Mas ah... um dia desses eu ainda consigo =)! Tenho certeza que não vou conseguir deixar de ser a moça sonhadora, mas eu consigo fantasiar um pouco menos. É verdade que às vezes eu floreio mesmo e viajo demais, mas isso não é tão incomum, é? :~
E acho que conseguir ficar alguns períodos com os pés no chão já é alguma coisa... Eu acho :P E não sou ninguém sem ouvir uma boa música, sem imaginar, sem passear livremente pelos meus mundos... Se um dia eu não tiver mais tempo, ou por desleixo deixar de fazer coisas assim, não serei mais eu mesma. E sim uma mulher chata que aprendeu a viver sem sonhos.
Acho que minha necessidade de escrever é maior do que qualquer crise com as letras :P... Estou bem, o frio de hoje não é como o de dias atrás, é mais... humm... feliz :)
Ainda que seja frio o externo Por dentro ela sente-se quente Venha sim, bendito inverno Alegre seu corpo e mente...
:}
Escrito por Roberta às 20h21
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O dia começou e se arrastou de forma estranha... mas eu estava bem. Eu pretendia fazer um post diferente esta noite. Estava bem sim, tinha até achado algumas vontades novas para acrescentar àquela lista para estar feliz, que comecei há um tempo atrás. Bem, como a vida é sempre cheia de surpresas (nem sempre agradáveis =/), aconteceu algo que me tocou bastante, e merece ser registrado. Não sei se a melhor maneira de me expressar sobre isso é assim, com palavras, mas é assim que é mais fácil pra menina que vive em mim. Está tão frio... mais frio que o normal. Não falo do frio que vem de fora, mas sim daquele que por vezes cresce dentro de nós e toma conta de nossos sentimentos quentes e mornos... Ontem meu avô faleceu, e foi embora deixando um inconfundível perfume de flores. Ultimamente não estávamos muito próximos, ele vivia em uma cidade perto daqui e não nos víamos com muita freqüência. Ao vê-lo agora, comecei a lembrar de quando eu era uma garotinha e brincávamos de jogar palitinho na varanda... lembrei-me do jeito que ele sorria, do chapéu que ele costumava usar naquela época... Me dei conta de que demorei muito pra recorrer à estas lembranças, e que poderia ter tido mais momentos bons como estes... Tão difícil acreditar! Ele parecia estar dormindo, a expressão do rosto tão tranquila... A morte e as lembranças bagunçam mesmo nossas emoções... desculpem pelo post meio desordenado...
Estou triste, mas não angustiada. O que conforta nessas horas é saber que nada acaba aqui. Há muito mais pra viver, muitas outras chances... Ele está bem agora.
Escrever ajuda. Sempre me sinto um pouco mais 'leve' depois de escrever algo... sendo só para mim ou não...
Quero agradecer aos amigos que me motivam, que se interessam e me dão um tantinho de atenção aqui nesse cantinho... Obrigada. :)
Escrito por Roberta às 00h57
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BRASIL, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, English, Música, Animais, Amo livros, internet, cinema, sorvete...
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"Alguns homens vêem as coisas como são, e dizem: 'Por quê?' Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo: 'Por que não?'..."
~George Bernard Shaw
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